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Campanha Setembro Amarelo 2022

No Brasil, teve início em 2015, mas sua origem vem de 21 anos antes, em 1994, nos Estados Unidos quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, tirou sua própria vida. 

Em 2022, completamos 30 anos de história!

Você já deve saber que nós, da Renapsi, estamos celebrando 30 anos de história, certo? São 3 décadas defendendo os direitos de estudar e trabalhar da Juventude em nosso país.

É emocionante olhar para trás e ver como crescemos e amadurecemos. Foram tantos desafios superados, sonhos realizados, milhares de jovens impactados, e hoje temos muito orgulho de mantermos vivos a esperança e os nossos valores, desde o início.

Conheça um pouco da nossa jornada assistindo o vídeo que preparamos para você:

Como o vídeo conta, começamos em 1992,  há 30 anos muita coisa era diferente no Brasil. A internet e computadores não existiam no dia a dia das pessoas como é hoje, o ensino superior era mais restrito e o analfabetismo era muito comum.

O cenário daquela época era bem delicado e como a gente já sabe, os jovens eram muito prejudicados.

Quer saber mais sobre como conseguimos chegar até aqui nesse contexto tão complicado?

Então, fique com a gente até o final do post.

Como era o Brasil de 30 anos atrás?

O censo de 1991 mostrou um país com mais de 50% da sua população adulta sem ao menos três anos totais de estudo. Isso significa que metade dos brasileiros eram analfabetos totais ou semianalfabetos.

Conforme o PNAD, de 1990 a 2019 o número de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 3,7% e a taxa de mortalidade infantil diminui de 47,1 para 13,1 mortes para cada 1.000 nascidos vivos. 

Foi nesse contexto que a nossa história começou e com a mentalidade de que precisávamos fazer alguma coisa para mudar a vida dos jovens que não tinham nenhuma perspectiva de futuro. 

Então, o que fizemos?

O começo da nossa história

Nossa história começou em 1992, lá no Centro Oeste, em Goiânia – Goiás, com a vontade de fazer a diferença. Nessa época, éramos conhecidos como Centro de Promoção Social (CEPROS). O CEPROS promovia a causa de pessoas sem lar e apoiava, principalmente, a população infantil de rua.

Com o tempo, tivemos a autorização para ampliar nossas atividades e fundar um abrigo para crianças e adolescentes.  Mas queríamos fazer algo que mudasse o futuro dos jovens e não ser apenas uma instituição que prestava assistência. O que mais poderia ser feito? 

Como já te contamos aqui em cima, a evasão escolar era muito alta e nossos fundadores perceberam que os jovens saíam da escola para poder trabalhar e ajudar em casa. Foi aí que nos perguntamos: E se existisse um programa para manter os jovens na escola e ao mesmo tempo gerasse renda para eles? Será que funcionaria?!

Então, conseguimos uma parceria com o Instituto C&A, que fazia um trabalho social em todo o Brasil para fortalecer comunidades por meio da moda. Os nossos jovens (que viriam a se tornar aprendizes) eram instrutores de sapataria e produziam modelos que eram fornecidos para as lojas da marca em todo o país.  

Foi incrível presenciar como o trabalho abriu inúmeras portas para os nossos aprendizes. Além de ensinarem a como conviver em sociedade, aprendiam noções de cidadania, moral, comprometimento, respeito e responsabilidade. Era isso! O Programa de Aprendizagem começou a surgir! De forma bem menor e mais modesta, mas estava acontecendo.

Em outra frente, começamos a tentar viabilizar e colaborar com uma Lei que assegurasse a educação e o trabalho para os jovens em todo o país.

O advento da Lei de Aprendizagem e o crescimento do Programa de Aprendizagem

Nessa época, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estava só começando e não era muito conhecido. Foi uma fase que exigiu um maior esforço da nossa equipe e acabou culminando em uma formação de um conselho oficial em 1996. 

Agora, possuíamos uma coordenação empenhada e totalmente dedicada ao CEPROS. O conselho notou que os jovens com que trabalhávamos viviam em situações complexas e precisavam de um apoio maior. Assim, foi criado o setor psicossocial, que passou a fazer o acompanhamento integral dos aprendizes, na escola e em casa, em questões emocionais, psicológicas, familiares, financeiras, educacionais e sociais.  

Em 1998, um de nossos fundadores Adair Meira, criou o Programa Jovem Cidadão, projeto que deu início ao que somos hoje. O Jovem Cidadão foi instituído pela Fundação Pró-Cerrado e se tornou uma premiada tecnologia social autossustentável, reconhecida mundialmente por seu caráter de inovação, efetividade e impacto social.   

Programa foi premiado, em 1999, como Melhor Plano de Negócios Sociais pela Ashoka/Mckinseyreconhecido pela Unesco e eleito o destaque de 2001 como Tecnologia Social, na Fundação Banco do Brasil. Além de ter oferecido bases para a discussão e formulação da Lei da Aprendizagem

No mês de dezembro do ano 2000, a Lei da Aprendizagem foi promulgada e nos tornamos especialistas oficiais na execução e propagação de Programas de Aprendizagem. Era um sonho se realizando. Aí começamos uma nova fase em que teríamos que lidar com a prospecção de empresas parceiras e com licitações. 

Em 2009, já estávamos em outros lugares do Brasil e tivemos a necessidade de estabelecer uma sede em Brasília. Dessa forma, a Renapsi (Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração) nasceu e há 13 anos estamos representados em 22 Estados e no Distrito Federal, atendendo todas as regiões do país.   

Demà Jovem – Aliança com a União Europeia

No ano de 2021, um passo ousado e muito bem planejado foi dado por aqui. Passamos a fazer parte da Demà Jovem, uma aliança global desenvolvida em parceria com a União Europeia que busca a transformação social através da oportunidade, inovação, tecnologia e educação. 

A Demà Jovem by Renapsi é uma tecnologia social inovadora. Unimos nossa experiência e conhecimento com o que existe de mais inovador no mercado. Nossa missão, agora em escala mundial, é continuar a promover a educação e o trabalho para a juventude e a equidade em todas as esferas sociais. 

Assista ao vídeo para entender melhor sobre a Demà:

Sim, nossa história é cheia de superação. Muito legal, né?

Mas você deve estar se perguntando:  Nós realmente impactamos a vida dos jovens que passaram por aqui?

Impacto positivo

Em 2019, realizamos um Estudo Investigativo de Impacto Social. Na pesquisa foram analisadas 83.878 pessoas que foram Aprendizes entre 1996 e 2018. Veja alguns dados importantes sobre o impacto da aprendizagem: 

  • Entre os anos de 1996 e 2013, 61% dos jovens conseguiram emprego no setor privado até um ano depois de finalizar o Programa. Isso significa que a maioria dos Aprendizes já estava empregada formalmente, com carteira de trabalho assinada, pouco tempo depois do fim do contrato de aprendizagem. 
  • De acordo com o estudo, 78,3% dos jovens matriculados no Programa Jovem Aprendiz em 2016 concluíram o Ensino Médio em 2018, número muito superior a média brasileira que é de 62% (INEP/MEC, 2018). 
  • Os jovens graduados há 20 anos no Programa mudaram da classe econômica “E” para a “C”, tendo um aumento de renda de R$ 967,59 para R$ 2.388,26. Explicando de outra forma, essas pessoas tiveram um salto de qualidade de vida ao longo de sua carreira. 
  • Entre os 72.552 jovens que foram Aprendizes entre 1996 e 2016, 6.966 (14,38%) abriram uma empresa própria ou têm participação societária em uma empresa. O empreendedorismo, como um todo, também causa impactos positivos na sociedade brasileira, principalmente na geração de empregos. 

Por fim, o resultado da pesquisa confirmou que, muito além de ser considerado um tema de importância para o desenvolvimento de jovens, nossos Programas de Aprendizagem têm real efeito sobre o acesso a oportunidades de trabalho e aumento de taxa de conclusão do Ensino Médio para os seus participantes 

Não é incrível? A Transformação por meio da Educação e do Trabalho é real!

Os dados comprovam que sim, já fizemos bastante coisa, mas ainda temos muito para construir!

Ainda temos muito para fazer!

Segundo o IDados, atualmente:

  • A taxa de jovens que não estudam e nem trabalham representa 30% da população de 17 a 29 anos.
  • O porcentual de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é de 23% e, para os adolescentes de 14 a 17 é de 39%.
  • No Brasil, 33.1 milhões de pessoas são atingidas pela fome diariamente. 
  • Um jovem de 15 a 29 anos é assassinado a cada 17 minutos.     

Por isso, continuamos a lutar pelos direitos à Educação e ao Trabalho da juventude brasileira, principalmente dos mais vulneráveis. 

A inclusão escolar e a chance de um primeiro emprego são, comprovadamente, formas eficazes de quebrar o ciclo da pobreza, da fome, da violência e de mudar o destino de milhões de jovens e de suas famílias.     

Por isso, multiplicamos oportunidades para quem nunca as teve. Propiciar um mundo melhor para os jovens sempre foi a nossa razão de existir e continua sendo. 

Nós acreditamos no amanhã e no protagonismo da Juventude! Sem ela, somos uma nação sem futuro.

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