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Em 2022, completamos 30 anos de história!

Você já deve saber que nós, da Renapsi, estamos celebrando 30 anos de história, certo? São 3 décadas defendendo os direitos de estudar e trabalhar da Juventude em nosso país.

É emocionante olhar para trás e ver como crescemos e amadurecemos. Foram tantos desafios superados, sonhos realizados, milhares de jovens impactados, e hoje temos muito orgulho de mantermos vivos a esperança e os nossos valores, desde o início.

 

Conheça um pouco da nossa jornada assistindo o vídeo que preparamos para você:

 

Como o vídeo conta, começamos em 1992,  há 30 anos muita coisa era diferente no Brasil. A internet e computadores não existiam no dia a dia das pessoas como é hoje, o ensino superior era mais restrito e o analfabetismo era muito comum.

O cenário daquela época era bem delicado e como a gente já sabe, os jovens eram muito prejudicados.

Quer saber mais sobre como conseguimos chegar até aqui nesse contexto tão complicado?

Então, fique com a gente até o final do post.

 

Como era o Brasil de 30 anos atrás?

O censo de 1991 mostrou um país com mais de 50% da sua população adulta sem ao menos três anos totais de estudo. Isso significa que metade dos brasileiros eram analfabetos totais ou semianalfabetos.

Conforme o PNAD, de 1990 a 2019 o número de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu de 19,6% para 3,7% e a taxa de mortalidade infantil diminui de 47,1 para 13,1 mortes para cada 1.000 nascidos vivos. 

Foi nesse contexto que a nossa história começou e com a mentalidade de que precisávamos fazer alguma coisa para mudar a vida dos jovens que não tinham nenhuma perspectiva de futuro. 

Então, o que fizemos?

 

O começo da nossa história

Nossa história começou em 1992, lá no Centro Oeste, em Goiânia – Goiás, com a vontade de fazer a diferença. Nessa época, éramos conhecidos como Centro de Promoção Social (CEPROS). O CEPROS promovia a causa de pessoas sem lar e apoiava, principalmente, a população infantil de rua.

Com o tempo, tivemos a autorização para ampliar nossas atividades e fundar um abrigo para crianças e adolescentes.  Mas queríamos fazer algo que mudasse o futuro dos jovens e não ser apenas uma instituição que prestava assistência. O que mais poderia ser feito? 

Como já te contamos aqui em cima, a evasão escolar era muito alta e nossos fundadores perceberam que os jovens saíam da escola para poder trabalhar e ajudar em casa. Foi aí que nos perguntamos: E se existisse um programa para manter os jovens na escola e ao mesmo tempo gerasse renda para eles? Será que funcionaria?!

Então, conseguimos uma parceria com o Instituto C&A, que fazia um trabalho social em todo o Brasil para fortalecer comunidades por meio da moda. Os nossos jovens (que viriam a se tornar aprendizes) eram instrutores de sapataria e produziam modelos que eram fornecidos para as lojas da marca em todo o país.  

Foi incrível presenciar como o trabalho abriu inúmeras portas para os nossos aprendizes. Além de ensinarem a como conviver em sociedade, aprendiam noções de cidadania, moral, comprometimento, respeito e responsabilidade. Era isso! O Programa de Aprendizagem começou a surgir! De forma bem menor e mais modesta, mas estava acontecendo.

Em outra frente, começamos a tentar viabilizar e colaborar com uma Lei que assegurasse a educação e o trabalho para os jovens em todo o país.

 

O advento da Lei de Aprendizagem e o crescimento do Programa de Aprendizagem

Nessa época, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estava só começando e não era muito conhecido. Foi uma fase que exigiu um maior esforço da nossa equipe e acabou culminando em uma formação de um conselho oficial em 1996. 

Agora, possuíamos uma coordenação empenhada e totalmente dedicada ao CEPROS. O conselho notou que os jovens com que trabalhávamos viviam em situações complexas e precisavam de um apoio maior. Assim, foi criado o setor psicossocial, que passou a fazer o acompanhamento integral dos aprendizes, na escola e em casa, em questões emocionais, psicológicas, familiares, financeiras, educacionais e sociais.  

Em 1998, um de nossos fundadores Adair Meira, criou o Programa Jovem Cidadão, projeto que deu início ao que somos hoje. O Jovem Cidadão foi instituído pela Fundação Pró-Cerrado e se tornou uma premiada tecnologia social autossustentável, reconhecida mundialmente por seu caráter de inovação, efetividade e impacto social.   

O Programa foi premiado, em 1999, como Melhor Plano de Negócios Sociais pela Ashoka/Mckinsey, reconhecido pela Unesco e eleito o destaque de 2001 como Tecnologia Social, na Fundação Banco do Brasil. Além de ter oferecido bases para a discussão e formulação da Lei da Aprendizagem

No mês de dezembro do ano 2000, a Lei da Aprendizagem foi promulgada e nos tornamos especialistas oficiais na execução e propagação de Programas de Aprendizagem. Era um sonho se realizando. Aí começamos uma nova fase em que teríamos que lidar com a prospecção de empresas parceiras e com licitações. 

Em 2009, já estávamos em outros lugares do Brasil e tivemos a necessidade de estabelecer uma sede em Brasília. Dessa forma, a Renapsi (Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração) nasceu e há 13 anos estamos representados em 22 Estados e no Distrito Federal, atendendo todas as regiões do país 

 

Demà Jovem – Aliança com a União Europeia

No ano de 2021, um passo ousado e muito bem planejado foi dado por aqui. Passamos a fazer parte da Demà Jovem, uma aliança global desenvolvida em parceria com a União Europeia que busca a transformação social através da oportunidade, inovação, tecnologia e educação. 

A Demà Jovem by Renapsi é uma tecnologia social inovadora. Unimos nossa experiência e conhecimento com o que existe de mais inovador no mercado. Nossa missão, agora em escala mundial, é continuar a promover a educação e o trabalho para a juventude e a equidade em todas as esferas sociais. 

Assista ao vídeo para entender melhor sobre a Demà:

 

Sim, nossa história é cheia de superação. Muito legal, né?

Mas você deve estar se perguntando:  Nós realmente impactamos a vida dos jovens que passaram por aqui?

 

Impacto positivo
recrutamento e seleção de jovem aprendiz

Em 2019, realizamos um Estudo Investigativo de Impacto Social. Na pesquisa foram analisadas 83.878 pessoas que foram Aprendizes entre 1996 e 2018. Veja alguns dados importantes sobre o impacto da aprendizagem: 

  • Entre os anos de 1996 e 2013, 61% dos jovens conseguiram emprego no setor privado até um ano depois de finalizar o Programa. Isso significa que a maioria dos Aprendizes já estava empregada formalmente, com carteira de trabalho assinada, pouco tempo depois do fim do contrato de aprendizagem. 
  • De acordo com o estudo, 78,3% dos jovens matriculados no Programa Jovem Aprendiz em 2016 concluíram o Ensino Médio em 2018, número muito superior a média brasileira que é de 62% (INEP/MEC, 2018). 
  • Os jovens graduados há 20 anos no Programa mudaram da classe econômica “E” para a “C”, tendo um aumento de renda de R$ 967,59 para R$ 2.388,26. Explicando de outra forma, essas pessoas tiveram um salto de qualidade de vida ao longo de sua carreira. 
  • Entre os 72.552 jovens que foram Aprendizes entre 1996 e 2016, 6.966 (14,38%) abriram uma empresa própria ou têm participação societária em uma empresa. O empreendedorismo, como um todo, também causa impactos positivos na sociedade brasileira, principalmente na geração de empregos. 

Por fim, o resultado da pesquisa confirmou que, muito além de ser considerado um tema de importância para o desenvolvimento de jovens, nossos Programas de Aprendizagem têm real efeito sobre o acesso a oportunidades de trabalho e aumento de taxa de conclusão do Ensino Médio para os seus participantes 

Não é incrível? A Transformação por meio da Educação e do Trabalho é real!

Os dados comprovam que sim, já fizemos bastante coisa, mas ainda temos muito para construir!

 

Ainda temos muito para fazer!

Segundo o IDados, atualmente:

  • A taxa de jovens que não estudam e nem trabalham representa 30% da população de 17 a 29 anos.
  • O porcentual de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é de 23% e, para os adolescentes de 14 a 17 é de 39%.
  • No Brasil, 33.1 milhões de pessoas são atingidas pela fome diariamente. 
  • Um jovem de 15 a 29 anos é assassinado a cada 17 minutos.     

Por isso, continuamos a lutar pelos direitos à Educação e ao Trabalho da juventude brasileira, principalmente dos mais vulneráveis. 

A inclusão escolar e a chance de um primeiro emprego são, comprovadamente, formas eficazes de quebrar o ciclo da pobreza, da fome, da violência e de mudar o destino de milhões de jovens e de suas famílias.     

Por isso, multiplicamos oportunidades para quem nunca as teve. Propiciar um mundo melhor para os jovens sempre foi a nossa razão de existir e continua sendo. 

Nós acreditamos no amanhã e no protagonismo da Juventude! Sem ela, somos uma nação sem futuro.  

Juntos, nós podemos transformar o amanhã e mudar o mundo. 

Quer fazer parte da Transformação por meio da Educação e do Trabalho junto com a gente?

Seja uma empresa parceira!

 

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