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Missão: ser protagonista do presente e do futuro

A Casa da Ospa, em Porto Alegre, recebeu a cerimônia de boas-vindas aos jovens do Partiu Futuro Reconstrução II, marcando o início da segunda edição do programa que tem na Renapsi uma de suas principais executoras. Por meio da tecnologia social Demà Aprendiz, a Renapsi acompanha 1.840 jovens distribuídos em 32 municípios gaúchos, uma operação que coloca a instituição no centro de uma das políticas públicas mais relevantes voltadas à juventude no estado.

A solenidade reuniu autoridades do governo do Rio Grande do Sul e representou, para além da celebração, um marco concreto: o início de uma jornada que, para cada um desses 1.840 jovens, significa o primeiro contato formal com o mercado de trabalho. Carteira assinada, formação e renda, elementos que o programa garante e que a Renapsi ajuda a construir no cotidiano de cada participante.

O evento também se conectou a um marco histórico do território: as celebrações dos 400 anos das Missões Jesuíticas. Não por acaso. As antigas reduções missioneiras foram construídas sobre valores de organização social, autonomia e desenvolvimento coletivo, os mesmos pilares que orientam o Partiu Futuro Reconstrução II.

 Assim como as Missões buscavam construir caminhos para que pessoas pudessem se organizar e avançar, o programa reafirma o compromisso de preparar jovens para serem protagonistas do seu tempo. É uma continuidade simbólica que o território missioneiro carrega e que a Renapsi ajuda a manter viva por meio da educação e do trabalho.

O governador Eduardo Leite esteve presente e relembrou a origem do programa, que nasceu de um projeto de lei apresentado pelo então deputado estadual Gabriel Souza na Assembleia Legislativa. “Hoje, com ele como vice-governador, conseguimos tirar essa ideia do papel e transformá-la em uma política pública que abre portas para milhares de jovens. Isso só é possível porque o Estado organizou suas contas, voltou a ter capacidade de investir e passou a estar presente na vida das pessoas, criando oportunidades concretas para quem mais precisa”, afirmou.

Leite também anunciou a ampliação do intercâmbio internacional previsto no programa, uma das novidades mais aguardadas da segunda edição. Na primeira edição, cinco jovens tiveram a oportunidade de realizar um intercâmbio na Espanha. Agora, esse número sobe para 15 estudantes. A iniciativa dialoga diretamente com a ideia de troca cultural presente desde os tempos das Missões, agora projetada para o mundo contemporâneo. “Aproveitem cada momento dessa experiência, estudem, participem e se dediquem. Não tenham medo de aprender e de crescer, porque oportunidades como essa podem ser o começo de muitos caminhos importantes na vida de vocês”, disse o governador.

O vice-governador Gabriel Souza, autor do projeto de lei que originou o programa quando ainda era deputado estadual, reforçou o alcance da iniciativa e o que ela representa para jovens em situação de vulnerabilidade. “O Estado nunca havia contratado jovens aprendizes e agora estamos mudando essa realidade, garantindo renda, experiência e novas oportunidades para esses jovens e suas famílias”, ressaltou. O secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, destacou o caráter inédito da política pública. “Pela primeira vez na história, o governo transformou em realidade uma lei que existe há mais de 23 anos no país. Tomamos a decisão de contratar vocês para contribuir com a reconstrução do Rio Grande do Sul, mas também para abrir caminhos e oferecer uma oportunidade concreta de melhorar as condições de vida de cada um”, enfatizou.

Para Eurico Meira, diretor da Unidade Missões da Demà, o trabalho da Renapsi junto aos jovens se traduz em resultados que vão além dos números. “É uma oportunidade de formação, de geração de emprego, de renda, e isso proporciona a eles um primeiro emprego, carteira assinada. Todos esses 1.840 jovens que participam desse programa constroem uma nova perspectiva de avançar na sua carreira profissional já a partir de um primeiro emprego”, afirmou. Meira também destacou a dimensão do evento como símbolo da trajetória construída. “É um evento que reúne muitas pessoas, é feito para os jovens, tem foco em atender absolutamente aqueles que são os principais protagonistas desse projeto. É um evento que gera emoção e que envolve a todos que têm esse mesmo objetivo, que é de construir oportunidades para esses jovens nas suas jornadas profissionais.”

A ambientação da cerimônia reforçou o sentido de travessia que marca o programa. Os jovens foram recebidos em um espaço pensado para simbolizar o início de uma nova etapa, a passagem por um túnel com painéis de LED, inspirada em um embarque, e a entrega do passaporte Partiu Futuro sinalizaram, de forma concreta, que algo novo estava começando. Uma metáfora que a Renapsi conhece bem: a de que transformação exige movimento, e que movimento exige quem caminhe junto.

A programação cultural da cerimônia dialogou com a força da cultura gaúcha, elemento central também na história missioneira. Subiram ao palco os cantores Thomas Machado, vencedor do The Voice Kids 2017, e Vitor Kley, além da participação do comediante Marcito Castro, atrações que ajudaram a criar um ambiente de celebração para marcar o início dessa nova etapa na vida dos jovens.

A cerimônia foi também um encontro de gerações dentro do próprio programa. Nyara, de 17 anos, participante da primeira edição, esteve presente na solenidade e falou sobre o que a experiência construiu em sua trajetória. “Aprendi a me comunicar com as pessoas, a me colocar nos lugares, e tem me ajudado muito no meu emprego de agora”, contou. Hoje empregada, ela deixou uma mensagem direta para quem está começando: “É pra vocês terem esperança e não deixarem de acreditar.”

Entre os novos participantes acompanhados pela Renapsi, Christofer Allejandro Ramos Ramos, de 15 anos, já chegou com clareza sobre o que quer fazer com a oportunidade. “Quero crescer profissionalmente e mentalmente também, porque essa oportunidade não é fácil de conseguir. Quero levar isso a sério e aproveitar tudo o que eu aprender”, disse. Falas como a de Christofer e a de Nyara ilustram o que os números da Renapsi carregam: 1.840 histórias em 32 municípios, cada uma com seu próprio ponto de partida e seu próprio destino a construir.

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