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Em diferentes espaços de debate público, ainda é comum ouvir que os jovens não querem trabalhar com carteira assinada. Mas essa narrativa foi diretamente confrontada a partir de dados concretos levantados pela Pesquisa Demà em parceria com o Instituto de Pesquisa Nexus e reconhecida oficialmente pelo próprio Ministério do Trabalho e Emprego.
Ao comentar a pesquisa, que aponta que 7 em cada 10 jovens desejam trabalhar com carteira assinada, o Secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego e então ministro interino do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, destacou que os números revelam uma realidade bem diferente daquela que costuma circular no senso comum.
“Ela (pesquisa) contradiz muito das coisas que são divulgadas por alguns setores dizendo que o jovem não quer carteira assinada. No Caged, no saldo positivo do Caged, mais de 190 mil empregos no último período, 80% é de jovens até 24 anos, o que mostra que, de fato, ele quer uma carteira assinada. Mas o que ele quer também? Ele não quer só trabalhar 6 por 1. Ele quer ter um emprego que leve a uma perspectiva de desenvolvimento profissional, ele quer um emprego que satisfaça sua ansiedade quanto a uma profissão. É isso que nós devemos oferecer para esses jovem: que ele possa estar inserido no mercado de trabalho, olhando o futuro, olhando as mudanças tecnológicas que nós temos”, revelou o secretário em entrevista para a Demà Sagres TV durante evento sobre aprendizagem no mês de dezembro.
Mais do que um dado estatístico, o reconhecimento público reforça algo que o Ecossistema Demà acompanha diariamente: o jovem quer trabalhar, mas quer fazer isso com dignidade, aprendizado e perspectiva de futuro.
O avanço da aprendizagem profissional no Brasil ajuda a dar materialidade a esse cenário. O número de jovens aprendizes no mercado de trabalho ultrapassou 715 mil, o maior já registrado, com crescimento expressivo em setores como Indústria, Serviços e Comércio. A aprendizagem segue se consolidando como uma política pública estratégica por unir formação, experiência prática e direitos trabalhistas.
Ao falar sobre o futuro do trabalho e as transformações necessárias para atender às expectativas da juventude, Francisco Macena também destacou um ponto essencial para os próximos anos: a agenda dos empregos verdes e da sustentabilidade.
“Nós temos uma oportunidade grande porque o jovem já tem essa percepção. Todas as pesquisas que nós fazemos mostram que o jovem é o que mais se preocupa com a questão ambiental, com a preservação do meio ambiente. Isso já é um primeiro passo. Nós precisamos preparar todos os parceiros que trabalham com a qualificação profissional, todas as entidades, sejam elas públicas ou privadas, federais, para mudarem as suas trilhas de qualificação, para inserir nessas trilhas agora essas perspectivas de transição energética, de trabalho verde, ter laboratórios, pesquisa, desenvolvimento. Só assim a gente vai trazer o jovem para essa perspectiva de ocupação profissional e só assim a gente vai poder desenvolver tecnologias no Brasil capazes de promover esse desenvolvimento e essa transformação.”
As falas do secretário ajudam a ampliar o alcance da pesquisa da Demà e reforçam, em nível institucional, aquilo que orienta nossa atuação há mais de três décadas: a juventude quer oportunidade, formação e futuro. Cabe a todos nós, instituições formadoras, empresas e poder público, construir caminhos que respondam a esse desejo com responsabilidade e compromisso.
Equipe de Comunicação Demà
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